[O texto abaixo foi escrito após uma experiência meditativa onde fiquei por 21 dias e jejum]
Refletir… e ver o reflexo e o que reflete…
E nessa auto-out-reflexão, desvendando vamos os níveis de realidade… é a real[idade] aquilo que somos, percebemos?
Então quando mudamos, vislumbramos novos horizontes. Estariam eles lá antes de nosso olhos se abrirem?
E se estivessem, que importância tem nisso, se antes é passado, e passado é um fugaz fantasma que nossas mãos não tocam e somente nossa imaginação é capaz de recordar? E mesmo assim, o faz, de modo impreciso, se moldando a nossa “nova” realidade? E assim sendo, o passado nada mais é que senão uma criação conveniente de nossa mente?
O níveis de realidade vão mudando, conforme mudam nossos níveis de ser… numa atualização constante, instantânea, conforme vamos nos transmutando, largando nossos conceitos, aderindo a novas formas, caminhando até a não forma…(?)
E se querem a resposta disso tudo, quem sou eu para falar, e se soubesse, talvez, como você poderá saber?
Também não poderia falar… pois olhando de cima – de um lugar sem conceitos, formas, sons ou cores – (já se colocou no lugar daquele que você chama de Deus, tudo, todo, absoluto…???) tudo é um jogo, de luz e trevas, uma dança cósmica… e a realidade, apenas um fugaz suspiro…
Como a beleza do lago, a beleza de Narciso… impronunciável e mortal